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Últimos dias para visitar "A gente é muita gente", de Ciana Brandão, na Funarte

Exposição segue em cartaz até 28 de março e se encerra no sábado com performance na área externa da Funarte

Em cartaz na Funarte, em Belo Horizonte, a exposição A gente é muita gente, de Ciana Brandão, entra em sua última semana de visitação. A mostra pode ser vista até o dia 28 de março, com entrada gratuita.

Resultado de uma pesquisa iniciada em 2021, o trabalho parte de uma investigação sobre a ancestralidade materna da artista, atravessada pela história de Maria Rita, mulher guarani sequestrada ainda criança na Serra da Mantiqueira. A partir desse ponto, a pesquisa se expandiu entre documentos, relatos familiares e uma viagem realizada em 2025, que percorreu cidades de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo em busca de rastros dessa memória.

A exposição propõe um percurso construído a partir de diferentes linguagens, sem uma narrativa linear. Pinturas em vidro, instalações, vídeo e um ateliê aberto no espaço funcionam como camadas dessa investigação, que aproxima história individual e história coletiva.

O vidro, material central da produção da artista, aparece como linguagem e conceito. Transparente e instável, ele tensiona o que pode ser visto e o que permanece impreciso, aproximando a experiência da obra da própria ideia de memória.

Durante o período expositivo, o público também pode acessar o ateliê da artista montado na Funarte, onde estão reunidos desenhos, anotações e referências que fazem parte do processo, incluindo documentos históricos que atravessam a pesquisa.

A construção da exposição mobiliza colaboradores de diferentes áreas, como o curador Leonardo Alves, o artista de identidade visual Vitor Lagoeiro, a cinegrafista Letícia Ferreira, o compositor Thiago Diniz, a provocação artística de Idylla Silmarovi, as fotografias de Edgar Kanaykõ e a mediação de Lyon Goulart.

A programação de encerramento inclui, no dia 27 de março, às 19h30, uma roda de conversa com a professora Giulia Giovani, da Escola de Belas Artes da UFMG, sobre conservação e mídias não convencionais na arte contemporânea.

Já no sábado, dia 28, a exposição se encerra com uma performance na área externa da Funarte, às 19h.

Realizada por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte (0134/2024), com apoio de Cerlev – Inovação em Fermentação Ltda, Catuçaí do Nandão e PNAC/LTDA, e produção do Grupo Dolores e Ateliê Ciana, a exposição segue aberta ao público até domingo.

Foto: Divulgação 

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