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Projeto brasileiro de moda circular expande fronteiras após sucesso em Nova York

Instituto Por Elas anuncia cronograma nacional e encerramento em Milão para consolidar a sustentabilidade como ferramenta de emancipação feminina.

A moda circular deixou de ser apenas uma tendência estética para se consolidar como uma infraestrutura econômica estratégica para mulheres. Dados do setor indicam que o mercado de revenda de vestuário deve crescer 127% até 2026 — um ritmo três vezes mais acelerado que o varejo tradicional, segundo relatório anual da ThredUp. Atento a esse potencial de transformação social, o Instituto Por Elas encerrou sua missão oficial em Nova York com lotação máxima na Câmara de Comércio da cidade (NYC Chamber of Commerce).

O painel integrou a programação paralela à 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher da ONU e validou um modelo de negócio que une social selling à geração de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade.

Após o impacto internacional, a organização inicia agora um roteiro por importantes polos produtivos brasileiros antes de seguir para a Europa. A jornada começa em Belo Horizonte, no dia 16 de abril, com foco no robusto setor têxtil mineiro.

Na capital mineira, a proposta ganha um formato colaborativo: será realizado um encontro de troca de peças entre as participantes, em que cada convidada leva roupas de seu próprio acervo para circular entre o grupo. A iniciativa reforça, na prática, o conceito de reaproveitamento e valor compartilhado.
“Nosso objetivo em Belo Horizonte, e posteriormente em cidades como São Paulo, Goiânia e Salvador, é nacionalizar uma metodologia que já se provou eficiente. Não estamos apenas trocando roupas; estamos transformando o que estava parado nos closets em capital semente para capacitar centenas de mulheres”, explica a advogada Rizzia Froes, fundadora do Instituto.

O projeto também estabeleceu metas ambiciosas na área de educação. A expectativa é formar 30 mulheres ainda em 2026, por meio de trilhas de capacitação técnica, chegando a 100 beneficiadas ao longo de 2027. O percurso nacional foi desenhado para respeitar as particularidades de cada região, conectando a criatividade brasileira ao mercado de impacto.

Segundo a idealizadora, a proposta é que o resíduo têxtil seja compreendido como uma ferramenta concreta de autonomia financeira. “Ao ocupar espaços como a prefeitura de Nova York e a Câmara de Comércio, mostramos que o Brasil exporta inteligência social e metodologias de proteção que passam pela liberdade econômica”, afirma.

A estratégia de expansão culmina em um dos principais palcos da moda global. No dia 18 de setembro, o encerramento da jornada acontecerá em Milão, na Itália, em parceria com o Consulado Brasileiro. O evento será realizado às vésperas da semana de moda italiana, posicionando a expertise brasileira em sustentabilidade dentro de um dos calendários mais relevantes do setor.

Para a advogada à frente do movimento, o encerramento europeu simboliza um ciclo de valorização: “Estar em Milão, com apoio diplomático, reforça que a moda circular é uma linguagem universal de dignidade. Queremos que a trajetória de uma peça de luxo termine financiando o começo da independência de uma mulher”.

Com isso, o Instituto Por Elas consolida o RE-VALORIZE como uma plataforma que conecta diplomacia, inovação e impacto social. A circulação das peças entre diferentes territórios materializa o conceito de circularidade, no qual o excedente de um mercado se transforma em oportunidade em outro. Ao reunir especialistas em ESG, branding e direito, o projeto estrutura uma rede que vai além da assistência, oferecendo ferramentas reais para que mulheres assumam o protagonismo de suas próprias trajetórias.

Acompanhe o Instituto Por Elas nas redes sociais 

Site: porelas.org | Instagram: @institutoporelas

Fonte: Rizzia Froes - Advogada e Presidente e fundadora do Instituto Por Elas.

Foto: Divulgação

 

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