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Pesquisa clínica do UniBH se destaca como um dos centros de pesquisa do Instituto Butantan
Centro de Pesquisa Clínica do UniBH fortalece vertente em Minas Gerais e amplia acesso a inovação em saúde
Por trás de cada novo medicamento ou vacina disponível à população, existe um caminho longo, técnico e, muitas vezes, pouco visível: o da pesquisa clínica. Em Belo Horizonte, esse percurso ganha protagonismo com a participação do Centro de Pesquisa Clínica do UniBH / Inspirali em um estudo inédito para o desenvolvimento de uma nova cepa da vacina contra a gripe, em parceria com o Instituto Butantan.
Com uma ampliação celebrada na última semana, o espaço passa a operar em uma lógica mais robusta, capaz de conduzir pesquisas de maior complexidade e com impacto direto na vida da população. Nesse contexto, o UniBH passa a integrar o estudo clínico com foco inicial na população acima de 60 anos, que hoje representa mais de 32 milhões de brasileiros, de acordo com o último Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Integrante da Inspirali Research Organization (IRO), rede que pertence à Inspirali, ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil, esta é a primeira vez que o UniBH participa de estudos com vacinas, em uma parceria que amplia o diálogo entre o setor público e o ambiente acadêmico privado. “Estamos falando de uma expansão que não é só de espaço, mas de atuação. O Butantan passa a desenvolver parte deste estudo dentro do nosso centro, o que fortalece muito a pesquisa clínica em Minas Gerais”, afirma a coordenadora do Centro de Pesquisa Clínica do UniBH, Flávia Andrade Almeida.
A parceria também reforça a importância de ampliar a rede de centros de pesquisa no Brasil. Para a gestora médica do instituto, Carolina Barbieri, a descentralização é essencial para garantir diversidade e qualidade nos estudos. “Precisamos de centros qualificados em todo o país para alcançar diferentes perfis populacionais. Isso melhora a qualidade das pesquisas e permite desenvolver soluções mais eficazes para a população”, explica.
Desenvolvimento da vacina
A vacina em estudo no UniBH traz um diferencial técnico importante: o uso de um adjuvante, componente desenvolvido pelo próprio Instituto Butantan, que potencializa a resposta imunológica e amplia a eficácia do imunizante. Esse tipo de tecnologia permite que a vacina tenha uma resposta mais ampla e, nesse caso, um impacto coletivo maior.
Diferente de um medicamento específico, que atende um grupo restrito de pacientes, a vacina, quando aprovada, alcança toda a população. Essa lógica amplia o alcance social da pesquisa clínica. Se, em um primeiro momento, os estudos envolvem grupos específicos, como idosos, mais vulneráveis à gripe, no futuro, os benefícios se estendem de forma universal.
O movimento também reflete um contexto mais amplo. Desde a pandemia de COVID-19, a pesquisa clínica ganhou protagonismo global e passou a ser mais valorizada tanto pela sociedade quanto por instituições públicas e privadas. “Hoje existe uma compreensão muito maior da importância da ciência. A pesquisa clínica vive um momento de crescimento, e iniciativas como essa mostram como é possível descentralizar esse desenvolvimento e levá-lo para diferentes regiões do país”, analisa Flávia.
Impacto no ensino e expansão do centro
A ampliação do Centro de Pesquisa Clínica do UniBH sustenta a chegada de estudos como o da vacina e marca um novo momento da instituição. Criado em 2023 e viabilizado pelo Inspirali Research Organization (IRO), iniciativa privada que une o ensino superior com pesquisa clínica médica, o espaço foi estruturado para o desenvolvimento de estudos de alta complexidade, voltados principalmente à inovação e à assistência à saúde.
“A IRO foi criada com o intuito de fazer a diferença na ciência do nosso país e contribuir significativamente para a educação. O nosso novo centro é um ambiente onde a pesquisa e a formação profissional andam de mãos dadas. Aqui, os professores atuam como investigadores em pesquisas clínicas, promovendo um aprendizado prático e de qualidade, e os estudantes de diversas, áreas além da medicina, atuam como assistentes de pesquisa”, conta Andrea Coscelli Ferraz, diretora de Alianças Estratégicas na Inspirali Research Organization.
O centro iniciou a condução de pesquisas clínicas em 2024 e, desde então, já realizou e concluiu quatro estudos em diferentes áreas, incluindo dor em odontologia, hipertensão arterial com diferentes dosagens de medicamentos, tratamento de gripe e uma pesquisa internacional voltada a adolescentes com dermatite atópica, com duração de dois anos.
Para a coordenadora do curso de Medicina, Ana Cristina Lopes Albricker, a estrutura tem impacto direto na formação dos estudantes. “É um espaço de oportunidades. Aqui, o aluno aprende, pratica e acompanha os resultados junto à comunidade. Isso fortalece a formação e cria profissionais mais preparados para os desafios da saúde contemporânea”, afirma.
Além dos estudos já realizados, o centro projeta a ampliação de sua atuação ao longo de 2026, com novas pesquisas nas áreas de alopecia feminina e masculina, neuropatia diabética, insônia e dor associada à extração de molares, além do estudo clínico da vacina contra a gripe.
FOTO EM ANEXO
Legenda: Na foto, da esq. p/ direita: Gustavo Porfírio (Ger. Adm. da Inspirali), Carla Munhoz (Coord. Clínica Nacional da Inspirali), Juliana Nunes (Dir. de Inovação da Inspirali), Tatiane Batista (Coord. Clínica de Pesquisa), Flávia Almeida (Coord. Equipe IRO), Andrea Ferraz (Dir. Pesq. Clínica Inspirali), Maria Aparecida Almeida (Gerente de Operações Inst. Butantan)
Crédito: Inspirali
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