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Instituto Por Elas lança em Belo Horizonte trilha nacional de moda circular validada na ONU

Após sucesso em Nova York, a organização liderada pela advogada Rizzia Froes inicia em Minas Gerais o cronograma que transforma resíduos em capital semente para a autonomia financeira de mulheres.

A indústria têxtil é hoje uma das mais desafiadoras para o meio ambiente, sendo responsável por cerca de 10% das emissões globais de gases de efeito estufa, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Para enfrentar esse cenário e gerar impacto social, o Instituto Por Elas e a especialista em moda circular e ESG Sâmara Merrighi lançam em Belo Horizonte, no dia 16 de abril, uma trilha nacional de moda circular. Após apresentar a metodologia com sucesso em Nova York, a organização escolheu o robusto setor têxtil mineiro como o ponto de partida de um roteiro que passará pelos principais polos produtivos do Brasil antes de desembarcar na Europa.

A iniciativa em solo mineiro aposta no formato colaborativo para tirar a teoria do papel. Durante o evento, será realizado um encontro de trocas onde as participantes levam peças de seus próprios acervos para circularem entre o grupo, dando vida nova a itens que estavam em desuso. A proposta vai além do desapego: o objetivo é fortalecer o conceito de valor compartilhado e mostrar como o reaproveitamento pode ser a base para novos modelos de negócio liderados por mulheres.

A advogada que preside e fundou a instituição explica que a chegada a Minas Gerais marca um passo estratégico para consolidar a autonomia financeira feminina no país. "Nosso objetivo em Belo Horizonte, e posteriormente em cidades como São Paulo, Goiânia e Salvador, é nacionalizar uma metodologia que já se provou eficiente. Não estamos apenas trocando roupas; estamos transformando o que estava parado nos closets em capital semente para capacitar centenas de mulheres", afirma Rizzia Froes.

O projeto carrega o selo de validação internacional e foi desenhado para respeitar as particularidades culturais e econômicas de cada região brasileira. Ao conectar a criatividade local ao mercado de impacto, a trilha busca criar uma rede de sustentabilidade que une o topo da cadeia produtiva à base. Para a idealizadora do movimento, o foco está na escalabilidade do impacto social. "Queremos que cada cidade visitada deixe um legado de conhecimento e independência, mostrando que a moda circular é um caminho viável para o empreendedorismo feminino real", pontua a fundadora.

No campo da educação, as metas são claras e progressivas para os próximos anos. O instituto projeta a formação de 30 mulheres ainda em 2026, por meio de trilhas de capacitação técnica que preparam essas profissionais para os desafios da nova economia. O planejamento de expansão é contínuo, com a expectativa de que o número de beneficiadas chegue a 100 ao longo de 2027, fortalecendo a rede de apoio e geração de renda.

Com o início do cronograma em Belo Horizonte, o Instituto Por Elas reafirma seu compromisso de transformar resíduos têxteis em oportunidades de mercado. A trajetória nacional servirá como vitrine para o talento brasileiro, preparando o terreno para a etapa internacional do projeto em solo europeu. A iniciativa consolida a capital mineira como um polo de inovação em moda com propósito, unindo a tradição da costura local às exigências globais de sustentabilidade.

Foto: Divulgação

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