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Arte indígena transforma muro no Bairro Bom Jesus em Diamantina (MG)
O Bairro Bom Jesus, em Diamantina, recebeu a intervenção artística coletiva “Linguagem Materna da Terra”, uma pintura mural de grande significado simbólico dos Povos Indígenas. A ação é uma realização do Banco do Nordeste, Museu do Diamante e Lapidário das Artes, reunindo artistas indígenas e convidados em uma obra que reafirma a presença ancestral dos povos originários no território diamantinense.
O mural foi produzido em um local apontado por pesquisas como território de presença do povo Puri, fortalecendo a memória indígena e ampliando o diálogo entre arte, território e identidade. Com forte dimensão coletiva, a intervenção insere no espaço urbano uma narrativa visual de resistência, pertencimento e continuidade cultural. A concepção artística da obra é assinada pelas artistas indígenas Liça Pataxoop e Uakyrê Pankararu, que, junto aos artistas convidados Saniwê Pataxoop, Davi Tremembé e Pink Molotov, criaram uma composição marcada por símbolos da ancestralidade, da natureza e das cosmologias indígenas.
A curadoria artística e produção cultural são da diamantinense Jéssica Bento, que destaca a importância da ocupação artística como instrumento de valorização histórica e reconhecimento das múltiplas presenças indígenas em Minas Gerais. Além da dimensão estética, o mural também mobilizou moradores, artistas e pessoas voluntárias do Bairro Bom Jesus, fortalecendo o caráter comunitário da ação e aproximando a população do processo criativo.
A obra “Linguagem Materna da Terra” está localizada na Avenida Sílvio Felício dos Santos, na altura do número 450, e passa a integrar a paisagem urbana de Diamantina como um marco de memória, arte pública e celebração das culturas indígenas contemporâneas.
Foto: Cristina Queiroz
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