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Galeria Periscópio apresenta exposições sobre resgate histórico e social brasileiro em BH

A galeria Periscópio Arte Contemporânea apresenta as exposições “Sangue sem voz”, de Umberto Costa Barros, e “Como ativar os estilhaços da história pela linguagem: re-alfabetização política urgente” do artista Traplev. Juntamente com “Sangue sem voz”, a Periscópio deixará exposta a entrevista entre o artista e o curador Frederico de Morais, remontando a um encontro ocorrido em maio deste ano.

Umberto Costa Barros é formado em arquitetura e urbanismo pela UFRJ e foi um dos integrantes da chamada Geração AI-5, atuante no Rio de Janeiro, a partir da década de 60. A repressão afetou a atuação das galerias de arte, dos museus e instituições culturais e, diante da impossibilidade de exibir suas obras, os artistas adotaram como tática participar de todos os Salões e Bienais no Brasil.

A mostra “Sangue sem voz” resgata a história dos episódios ocorridos na década de 60, durante a ditadura militar, quando o trabalho de Umberto da Costa Barros e de outros artistas se tornaram expoentes para compreensão do contexto brasileiro.

Assim como na exposição “Do corpo à terra”, mostra mais icônica da arte contemporânea no Brasil, nos anos 70, em Belo Horizonte, as obras de Umberto apresentam arte específica para o espaço da galeria – com uma arquitetura eclética e tombada – pensando no local, tanto como um espaço físico, quanto um espaço político da arte.

Barros se interessa pelo espaço através do objeto e do trabalho gráfico com intervenções de organização e desorganização dos elementos constitutivos, propondo seu trabalho artístico.

Roberto Moreira Junior, ou Traplev, é bacharel e mestre em artes visuais pelo Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), em Florianópolis. A exposição dele estará no “Porão – Sala de projetos”, novo espaço da Periscópio para estimular a troca de experiência entre artistas, curadores independentes, coletivos e o público em geral. O artista apresenta duas séries de trabalhos inéditos, desenvolvidas desde 2016, marcando um processo histórico e que indagam sobre o sistema desse futuro.

Traplev explica que em um deles, por exemplo, foi reinventado uma espécie de índice de movimentos de justiça social no Brasil. “Agrupei desde personagens importantes para a história brasileira a movimentos políticos de diversas causas, manifestações, ações e até obras de arte e ações culturais, tudo impresso num objeto que se assemelha à um assento de espuma e disponibilizados em um mobiliário, convidando os visitantes a adentrarem ao universo, não só da história do Brasil, mas do registro histórico de projetos democráticos e educacionais em seu princípio”, afirma.

A abertura da exposição será dia 15 de junho das 11h às 17h para o público em geral e segue até o fim de julho.

Foto: Divulgação

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